Reflexões do workshop internacional mostram como educação contínua, controle interno e avaliação externa apoiam decisões mais seguras na rotina laboratorial.
O recente encontro promovido pela IFCC – Federação Internacional de Química Clínica e Medicina Laboratorial – e por sua Força-Tarefa em Qualidade Global Laboratorial (TF-GLQ) em Montevidéu reuniu especialistas e profissionais para discutir caminhos concretos da qualidade laboratorial. Os debates abordaram gestão, controle interno, avaliação externa e indicadores, sempre com foco na aplicação prática desses conceitos na rotina dos serviços.
Mais do que apresentar recomendações técnicas, o evento evidenciou um ponto central: padrões internacionais ganham sentido quando dialogam com o contexto local. Laboratórios de diferentes países convivem com desafios parecidos, como interpretar adequadamente o desempenho analítico, padronizar processos e transformar dados em ações de melhoria.
Qualidade como construção diária
Uma das mensagens mais presentes foi que a qualidade não se sustenta apenas por documentos ou requisitos. Ela depende do aprendizado contínuo das equipes e do uso consistente de ferramentas que apoiem decisões seguras. Programas de controle interno e de avaliação externa apareceram como aliados para enxergar oportunidades e reduzir incertezas.
Pontes entre o global e o local
O encontro contou com apresentações de alto nível conduzidas por três membros da TF-GLQ: Dr. Ivan Blasutig, Prof. Qing Meng e Dr. José Poloni, gestor educacional da Controllab, juntamente com duas representantes locais de grande reconhecimento: Q.F;B.C Beatriz Varela e Q.F;B.C Ana Piana.
A experiência combinada desses profissionais ofereceu aos participantes percepções valiosas sobre padrões e melhores práticas internacionais, além de abordagens adaptadas à realidade uruguaia. Essa integração de perspectivas globais e locais enriqueceu os debates e garantiu que o conteúdo fosse relevante e aplicável às atividades diárias dos laboratórios.
O que o laboratório leva para a prática
O principal aprendizado do encontro foi direto: qualidade é um processo vivo. Ela se fortalece com indicadores bem utilizados, participação em programas comparativos e investimento nas pessoas. Ao conectar tendências globais ao cotidiano, o setor amplia a segurança dos resultados e o cuidado com o paciente.
Mais detalhes sobre a iniciativa estão disponíveis na revista № 1/2 – January/February 2026 eNews, da International Federation of Clinical Chemistry and Laboratory Medicine.



