O Encontro Online foi ministrado pelo Dr. Marcelo Pillonetto, farmacêutico-microbiologista, professor titular da PUCPR e microbiologista do LACEN-PR, que participou da descrição de Phytobacter ursingii e do primeiro relato de infecção humana por Phytobacter diazotrophicus.
A aula abordou os principais desafios na identificação de Phytobacter, incluindo cenário clínico e epidemiológico, complexidade taxonômica, perfil morfológico e bioquímico, limitações de métodos automatizados e resistência antimicrobiana.
Os participantes foram capacitados a avaliar criticamente resultados laboratoriais, identificar a necessidade de testes complementares e interpretar antibiogramas, fortalecendo a confiabilidade dos laudos e apoiando decisões seguras na rotina microbiológica.
Perguntas & Respostas
A seguir, encontram-se as dúvidas que não foram respondidas durante o Encontro Online.
Qual é o nome da base de dados que podemos utilizar com o equipamento MALDI-TOF da Bruker? Poderia, por gentileza, especificar?
A base de dados que pode ser utilizada com o equipamento MALDI-TOF (MALDI Biotyper) da Bruker é a MBT Compass Reference Library. Os documentos especificam versões dessa biblioteca utilizadas para a identificação, como a MBT-BDAL-10833 e a MBT-BDAL-12.0 MSP library.
Como podemos ter acesso ao software que permite utilizar as provas dos sistemas Vitek, Phoenix, Microscan, entre outros, para identificação de Phytobacter?
O acesso a sistemas de identificação (softwares) com bases de dados atualizadas que permitem utilizar os resultados de provas bioquímicas de rotinas automatizadas (como Vitek, Phoenix e MicroScan) e manuais para identificar o Phytobacter pode ser feito por meio do Enteroplus (acessível pelo link https://enteroplus.app.achillescdss.com.br/, disponível gratuitamente por tempo limitado) e do BacDive API Test Finder (acessível pelo link https://bacdive.dsmz.de/api-test-finder, disponível gratuitamente, mas contém somente resultados de cepas padrão). Para que a identificação seja feita corretamente nestes softwares, os resultados dessas rotinas devem ser complementados com testes básicos, como motilidade e indol, que são bem discriminatórios
