O Encontro Online foi ministrado pelo Dr. Marcio Alencar, biólogo pela Universidade São Judas Tadeu, pós-graduado em Análises Clínicas e Toxicologia, com atuação como Analista Sênior no Hospital Israelita Albert Einstein e experiência em Parasitologia, Microbiologia e docência em Urinálise e Parasitologia pela SBPC/ML.
A aula abordou os principais aspectos relacionados ao exame coprológico funcional, incluindo os princípios e a finalidade do exame na investigação gastrointestinal, interpretação dos principais marcadores fecais e suas variações, reconhecimento de estruturas e elementos microscópicos presentes na amostra, correlação entre achados laboratoriais e distúrbios digestivos, além das limitações analíticas e interferentes pré-analíticos que impactam a rotina laboratorial.
Os participantes foram capacitados a aprimorar a leitura dos resultados no dia a dia do laboratório, correlacionar achados laboratoriais com alterações gastrointestinais, reconhecer limitações e interferentes do exame e utilizar o coprológico funcional de forma mais estratégica na investigação de distúrbios digestivos e alterações relacionadas à má absorção, contribuindo para análises mais seguras e direcionadas na rotina diagnóstica.
Perguntas & Respostas
A seguir, encontram-se as dúvidas que não foram respondidas durante o Encontro Online.
Medicamentos podem interferir em relação a gordura fecal?
Podem sim. Diversos medicamentos interferem no exame de gordura fecal, tanto causando aumento real de gordura nas fezes quanto reduzindo resultados falsamente alterados. São eles: óleo mineral, laxantes oleosos, enemas e supositórios oleosos, laxativos, antibióticos entre outros.
É reativo pra identificação das proteínas? (Obs: No momento, a discussão era sobre o ácido amoníaco. Faz sentido para o senhor?
Sim. O aumento de amônia fecal está relacionado a degradação de proteínas pelas bactérias. A amônia produzida durante a putrefação proteica, quando proteínas e aminoácidos são metabolizados pela microbiota intestinal.
As amostras fecais recebidas com conservantes MIF são viáveis para realizar o exame de coprológico funcional?
Apenas para a parte microscópica pois o conservante pode interferir nas reações químicas.
Ainda se lauda as fibras semi digeridas? Ou apenas Bem e Mal digeridas?
As fibras bem e mal digeridas tem importância na avaliação e são laudadas. Semi digerida já não se vê mais com tanta frequência.
Poderia contribuir com um exemplo de laudo moderno/atualizado?
Um exame com elastase fecal, Gordura fecal (ficando a critério dolaboratório se qualitativo ou quantitativo) pensando em má absorção e digestão pancreática, Calprotectina para inflamação intestinal, Pesquisa de sangue oculto para sangramentos intestinal, parasitológico pensando em Giardíase e coccídeos, painéis moleculares. Tudo vai depender de quanto o publico que frequenta esse laboratório pode pagar por esse perfil de exame. Lembrando também que precisaria de um especialista para criar as explicações de uma máscara de exame explicando o que cada um desses exames em conjunto poderia explicar para o clínico que solicitou esse diagnóstico. Na verdade existiriam vários perfis para se montar um coprológico e lembrar que todos tem sua importância quando bem diagnosticado.


