Controllab realiza Encontro Online com pesquisador envolvido na descoberta de um patógeno emergente que desafia métodos automatizados nos laboratórios
A identificação microbiológica enfrenta novos desafios à medida que microrganismos emergentes passam a ser reconhecidos na prática clínica. Entre eles está o gênero Phytobacter, que já foi confundido com outras bactérias em diversos laboratórios e tem despertado atenção da comunidade científica.
Para discutir esse cenário e seus impactos na rotina diagnóstica, a Controllab realizará no dia 26/03 (quinta-feira), às 15h, o Encontro Online com o tema “A Ameaça Fantasma: Phytobacter e a Crise da Identificação Laboratorial”.
A aula será ministrada pelo Dr. Marcelo Pillonetto, farmacêutico-microbiologista, doutor em Ciências da Saúde, professor titular da PUCPR e microbiologista do LACEN-PR. O pesquisador participou da descrição da espécie Phytobacter ursingii e do primeiro relato de infecção humana por Phytobacter diazotrophicus.
Durante o encontro, ele apresentará os principais desafios associados à identificação desse microrganismo emergente e discutirá como essas limitações podem afetar a interpretação de resultados laboratoriais.
O que será discutido no encontro?
A apresentação abordará aspectos científicos e práticos relacionados à identificação do gênero Phytobacter, incluindo:
• cenário clínico e epidemiológico: da origem ambiental à sepse neonatal e surtos por nutrição parenteral;
• complexidade taxonômica: do complexo Herbicola-Agglomerans ao gênero Phytobacter;
• morfologia e bioquímica: o perfil “triplo negativo” e a importância crítica do teste de indol;
• limitações dos métodos automatizados de identificação bacteriana;
• desempenho do MALDI-TOF e impacto da atualização das bibliotecas;
• resistência antimicrobiana: presença de carbapenemases nesse grupo bacteriano.
Por que participar?
Resultados de um Ensaio de Proficiência mostram que 86% dos laboratórios brasileiros identificaram incorretamente esse patógeno, confundindo-o com espécies como Pantoea, Kluyvera, Enterobacter e Citrobacter (revista Laes & Haes, edição 279, p. 72–84).
Esse tipo de erro pode dificultar a investigação de surtos e atrasar decisões terapêuticas, tema que será abordado no encontro para apoiar uma identificação mais segura na rotina laboratorial.
Como este encontro contribuirá para sua atuação profissional?
Além da discussão científica, a aula apresentará orientações práticas para a rotina laboratorial, incluindo:
• como avaliar criticamente resultados gerados por sistemas automatizados
• quando considerar a necessidade de testes complementares
• o uso de testes manuais simples, como o indol, para apoiar a identificação
• interpretação de antibiogramas que podem indicar resistência plasmidial em microrganismos atípicos
A proposta é ajudar o profissional a reconhecer situações em que a identificação automatizada deve ser analisada com cautela.
Participe ao vivo e receba seu certificado!
A aula terá duração de 60 minutos e mais 20 minutos para esclarecimento de dúvidas. Ao acompanhar a aula ao vivo, você garante a emissão do seu certificado de participação, que evidenciará a sua atualização profissional.
As vagas são limitadas. Garanta já a sua inscrição neste link.
Esperamos você!



