Publicação no periódico Clinical Chemistry and Laboratory Medicine reúne especialistas internacionais e conta com participação da Controllab.
Em meio às discussões recentes sobre harmonização de dados e comparabilidade de indicadores no setor laboratorial, especialistas em medicina laboratorial analisaram os desafios da padronização de indicadores de qualidade utilizados por laboratórios clínicos em diferentes países. A análise foi apresentada em uma Letter (Carta ao Editor) publicada no periódico científico Clinical Chemistry and Laboratory Medicine (CCLM) da European Federation of Clinical Chemistry and Laboratory Medicine (EFLM).
A publicação reúne representantes da International Federation of Clinical Chemistry and Laboratory Medicine (IFCC), da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (SBPC/ML) e da Controllab.
Entre os autores estão o Dr. Mario Plebani e o Dr. Vincent de Guire, representantes da IFCC, além do Dr. Wilson Shcolnik e do Dr. Alex Galoro, da SBPC/ML. Todos integram o Working Group on Laboratory Errors and Patient Safety (WG LEPS) da IFCC, coordenado pelo Dr. Vincent de Guire. No grupo, a Controllab é representada por Luiza Bottino.
Análise de indicadores laboratoriais em diferentes países
O trabalho integra um dos projetos do WG LEPS voltado à definição de especificações de qualidade para indicadores laboratoriais, utilizando abordagem de meta-análise. Foram analisados dados de programas de indicadores laboratoriais no Brasil, China, Argentina e Espanha, além de dados da própria IFCC.
Embora iniciativas internacionais tenham estabelecido definições harmonizadas para indicadores de qualidade, o estudo evidencia diferenças metodológicas na forma como esses indicadores são calculados, agregados e reportados. O avanço na harmonização desses métodos é um passo importante para ampliar ainda mais o valor comparativo dos programas de indicadores laboratoriais. Um exemplo citado é o indicador de “Coagulação de Amostras”.
Desafios para comparabilidade e benchmarking
Segundo os autores, essa heterogeneidade limita a comparabilidade internacional entre programas de indicadores laboratoriais e pode comprometer o desenvolvimento de benchmarks globais robustos. A publicação também aponta a necessidade de padronização nos critérios de estratificação, nos métodos de agregação de dados e nas estruturas de reporte.
A participação da Controllab no estudo reforça seu compromisso com a qualidade, a inovação metodológica e o fortalecimento de programas de benchmarking voltados à melhoria contínua e à segurança do paciente em escala global.
Acesse o conteúdo completo da publicação no site:
https://www.degruyterbrill.com/document/doi/10.1515/cclm-2026-0076/html



