Fase pré-analítica – Qualidade desde a primeira hora

Fase pré-analítica – Qualidade desde a primeira hora

Fase pré-analítica – Qualidade desde a primeira hora

Tudo começa no consultório, quando o médico emite o pedido de exame. Em seguida, vêm a preparação do paciente, a coleta da amostra e o encaminhamento do material para a análise propriamente dita. Se a fase pré-analítica é basicamente a mesma para todos os tipos de exames de patologia clínica e de veterinária, seu processamento difere conforme a natureza do material coletado.

Publicações recentes relatam que cerca de 70% dos erros laboratoriais acontecem na fase pré-analítica. É nesta fase que o monitoramento das variáveis exige um esforço coordenado de muitos indivíduos e setores envolvidos no processo analítico para manter a qualidade dos serviços do laboratório.

Para garantir que os materiais e amostras tenham a qualidade requerida, é imprescindível implementar metodologias mais rigorosas para detecção, classificação e redução desses erros, já que a maioria deles acontece por falta de padronização nos processos.

Mas a influência das variáveis pré-analíticas poderia reduzir consideravelmente com uma boa orientação aos pacientes sobre as condições de preparo, treinamento das equipes de atendimento e coleta, boa seleção de insumos e controles de processo eficientes.

Esse processo se repete quase que integralmente em laboratórios veterinários. Já em hemocentros, difere quando o propósito não é apoiar o diagnóstico, e sim aprovar ou rejeitar uma bolsa de sangue, controlar o processo de preparo de hemocomponentes ou determinar a compatibilidade do receptor com o material transfundido. O que laboratórios clínicos, veterinários e de hemoterapia têm em comum é o trabalho pelo bem-estar do paciente e pela prestação de serviços à saúde com qualidade.

O Qualifique foi buscar as melhores práticas adotadas por cinco profissionais de laboratórios brasileiros, com grande experiência em suas áreas de atuação.

Quanto maior o controle, menor o número de variáveis

Falhas ou processos mal conduzidos na fase pré-analítica impactam diretamente nos resultados laboratoriais. Atualmente, com os avanços tecnológicos e o aperfeiçoamento das metodologias de análise, os erros analíticos reduziram consideravelmente. Já os ocorridos na fase pré-analítica tornaram-se mais visíveis, em decorrência de fatores relacionados ao preparo dos pacientes para os exames, ao procedimento de coleta, ao transporte e ao acondicionamento dos materiais.

A qualidade na prestação de serviço de um laboratório está apoiada no tripé formado pelos recursos humanos, físicos e tecnológicos. A implementação de boas práticas laboratoriais contribui consideravelmente para identificar, reduzir e/ou eliminar as fontes de erros potenciais na rotina laboratorial, utilizando-se como base a educação continuada dos profissionais atuantes. Na fase pré-analítica, essas práticas consistem na padronização dos procedimentos envolvidos, desde a preparação e a orientação do paciente antes da coleta do material até o início da fase analítica.

Consultamos cinco profissionais especialistas em áreas específicas de laboratórios clínicos, veterinários e de hemoterapia. Mesmo com as diferenças de processos de cada laboratório, todos concordam que, para evitar erros laboratoriais e administrativos, o importante é ter todos os processos descritos e entendidos, pelos conhecidos POPs (Procedimento Operacional Padrão). Escrever o passo-a-passo dos processos, determinar os registros críticos, treinar a equipe e manter os documentos disponíveis para consulta são práticas que trazem excelentes resultados, com a vantagem do baixo custo de implantação e da personalização técnica do laboratório. Abaixo, um resumo da contribuição de cada um deles.

Laboratórios Clínicos

Os erros mais comuns originam-se nos produtos adquiridos para testes laboratoriais, basicamente causados por deficiências de padronização e de interpretação. A padronização de um produto destinado a uma análise é, por si, seletiva com relação à sua qualidade, assim como a interpretação dos resultados, efetuada por profissional competente. O grande problema da fase pré-analítica, portanto, não se deve somente à qualidade de produtos para testes laboratoriais, mas, principalmente, à experiência técnica e científica do profissional.
Muitas vezes, um teste pode ser bem elaborado com técnicas convencionais, outras vezes com o uso de anticorpos monoclonais, imunofenotipagem etc. A adequação relativa a um produto e seu uso técnico para diagnóstico é variada e muito ampla e, certamente, por essa razão, a ciência e a tecnologia evoluem. É fundamental que os laboratórios invistam em treinamento competente e responsável para os técnicos deste setor.
Existem dois grandes problemas atuais que permeiam o funcionamento dos laboratórios. O primeiro é o valor pago por exame realizado, que, por ser defasado, e muitas vezes intrigante, pode provocar certa negligência por parte de profissionais descontentes. O segundo problema é o despreparo técnico motivado pelo alto fluxo de novas informações e o distanciamento da atualização. Esses dois problemas não são de fácil solução, e penso que um está ligado ao outro.

Paulo César Naoum, Diretor da Academia de Ciência e Tecnologia – sobre Coagulação e Hemoterapia
a.c.t@terra.com.br

Cada exame requer cuidados específicos, antes e durante a coleta, e esta tarefa de informar os procedimentos corretos para sua realização não cabe ao médico, mas sim ao laboratório. Na dosagem de triglicérides, por exemplo, é necessário ficar três dias sem ingerir bebida alcoólica e preferencialmente colher o sangue em jejum de 12 horas; para exame de marcador tumoral (o PSA), são necessários dois a três dias sem cavalgar, andar de bicicleta ou realizar exame de toque retal. Enfim, cada um tem as suas características próprias. Se o material coletado estiver fora das condições habituais, pode apresentar alterações de metabolismo, e é possível consiga interpretar o resultado, porque o intervalo de referência é definido em condições basais.
Nas minhas áreas de atuação, a maioria dos erros ocorre porque o paciente não fez o preparo devido ou omitiu informações relevantes para interpretação do exame. Muitas vezes, para não perder a viagem, o paciente finge estar em jejum ou não comunica a ingestão de determinado medicamento, sem ter noção de quanto isso é prejudicial para um laudo correto. E neste momento, só um atendente experiente e bem preparado pode perceber e tentar evitar que o processo continue. O ideal é que o próprio médico peça ao paciente para ter um contato prévio com o laboratório e chame a atenção para o correto preparo. Assim, ele pode se informar sobre as condições necessárias a cada exame (dieta, atividade física etc.) e não correr o risco de colher o material em condições inadequadas.

Adagmar Andriolo, Laboratório Fleury/SP – sobre Bioquímica e Urinálise
adagmar@fleury.com.br

Vamos tomar como exemplo a hemocultura(cultura do sangue). Os humanos têm bactérias que habitam a pele. Quando não se faz a antissepsia adequada antes de uma punção venosa, essas bactérias podem levar a resultados falsamente positivos de hemoculturas. Este é um dos exemplos que apontam para a importância do treinamento das equipes de coleta para cada procedimento. Além disso, é vital o treinamento adequado dos colaboradores que cadastram a ficha do exame no sistema, de modo a interpretarem corretamente a requisição médica. Principalmente para exames de microbiologia, em que o pedido médico é muito variável, diferente da bioquímica.
Para que o material coletado esteja em boas condições para análise, o paciente deve estar bem orientado sobre o exame que vai realizar. Um sistema padronizado e detalhado de instruções ao paciente(informações sobre jejum, acondicionamento da amostra, temperatura e tempo de transporte etc.) é essencial. Essas instruções devem estar disponíveis a qualquer momento para consulta, de preferência online para todas as unidades do laboratório. Ter sempre indicadores de qualidade possibilita saber, por exemplo, o percentual de crescimento de bactérias em exames de hemocultura que foram consideradas contaminantes. Acompanhamentos mensais ajudam a verificar se há uma estabilização desse índice e a necessidade ou não de treinamento da equipe de coleta.
Diante de um erro, o ideal é tentar corrigir a não-conformidade, informando esses dados, que deverão ser compilados e analisados, para saber se os desvios são sistêmicos ou pontuais e identificar oportunidades de melhoria.

Jorge Sampaio, do Laboratório Fleury/SP – sobre Bacteriologia e Parasitologia
jorge.sampaio@fleury.com.br

Laboratórios Veterinários
 

Na área de veterinária, a questão do transporte gera muita preocupação. É preciso reduzir ao máximo o tempo entre a coleta e a análise do material, o que nem sempre é possível, pois os laboratórios normalmente passam em várias clínicas para coletar as amostras. O ideal, neste caso, é criar roteiros para coleta ou ter o maior número possível de unidades móveis para o trabalho. O clínico também ajuda muito criando o hábito de agendar horários para coletas ou comunicar o laboratório imediatamente após o material ser coletado.
Na avaliação hematológica, é fundamental o exame do esfregaço sanguíneo, principalmente se a amostra for coletada em fazenda, haras, ou local muito distante do laboratório. Isso é importante porque o anticoagulante altera alguns resultados, e se o tempo entre a coleta e a análise for muito grande, pode gerar um resultado duvidoso. Neste caso, o esfregaço permite que o hematologista identifique se a alteração foi provocada pelo anticoagulante.
Os laboratórios devem disponibilizar as instruções escritas, bem como um número de telefone para orientar os profissionais que realizam a coleta.
É muito importante a identificação correta do material com todos os dados (nome e espécie e raça do animal, nome do proprietário etc.). Pode haver animais com o mesmo nome ou proprietários com vários animais na mesma clínica; daí a necessidade dessas informações. São raríssimos os laboratórios de veterinária que utilizam códigos de barra, como no caso de análises de humanos, o que pode aumentar a ocorrência de falhas na identificação do paciente.

Daniela Tendler Leibel Bacellar (Universidade Castelo Branco)
dantlb@uol.com.br

Laboratórios de Hemoterapia

A fase pré-analítica na área de hemoterapia tem muitas peculiaridades, a começar pela coleta não ser realizada pelo laboratório e por ocorrer em três situações distintas:
Aprovação e caracterização da bolsa de sangue
É o momento da coleta do material, quando a doação começa, de modo a qualificar a bolsa para uso. Nesta etapa, são realizados: (a) cadastro do doador; (b) pré-triagem – verificação de sinais vitais e peso do doador, dosagem de hematócrito ou hemoglobina etc.; (c) triagem clínica – anamnese com o doador, onde são questionados vários itens, como o uso de drogas, atividade sexual de risco, hepatite após 12 anos etc.; (d) testes sorológico para HIV, HTLV, Chagas, Sífilis e Hepatipes B e C; (e) Imuno-hematologia – ABO, Rh, PAI e hemoglobina S.
A triagem clínica é importante também para prevenir a “janela imunológica”, que poderia expor o receptor a contaminação, além de também proteger o próprio doador. A utilização de Kits com metodologias de boa sensibilidade também auxilia a reduzir o risco de utilizar uma bolsa de sangue obtida no período de janela imunológica do doador.
O ideal também é utilizar uma bolsa de coleta que permita o desvio dos primeiros 30 mL do sangue coletado do doador para uma bolsa satélite. O custo/benefício é muito bom; vale a pena investir. Isto porque, quando a agulha penetra no braço, leva consigo uma “rolha” de pele que flui com o sangue para a bolsa. Esta “rolha” pode conter bactérias provenientes de glândula sebácea e poros, contaminando a bolsa. É bom enfatizar que os riscos de morte por contaminação bacteriana estão muito além dos riscos atuais de transmissão de outros agentes infecciosos de maior popularidade. Como exemplo podemos citar que o número de mortes por contaminação bacteriana na transfusão é mil vezes maior do que por HIV.
Pontos críticos na coleta: (1) seleção do doador – bacteremia subclínica: incubação ou convalescença; (2) coleta – assepsia; e (3) processo da doação – não efetuar coleta em locais de cicatriz.
Os concentrados de hemácias podem ficar armazenados por até 42 dias em geladeira e os concentrados de plaquetas a temperatura ambiente por até 5 dias.
Se a assepsia do braço do doador não for bem feita, pode ocorrer uma contaminação por bactéria da flora normal da pele, tendo como consequência até mesmo a morte do paciente por choque.
Controle de qualidade das bolsas
Depois da coleta e processamento do sangue coletado, há um controle de qualidade amostral dos hemocomponentes.
A amostra deve ser obtida após homogeneização suave e eficiente e deve-se respeitar sempre o tempo de exposição à temperatura ambiente para ajudar a garantir a qualidade do teste. Após a coleta, a bolsa deve voltar imediatamente para o estoque, de modo a evitar a perda da bolsa. Sangue adequado para a transfusão é artigo raro e por isso, todo cuidado para evitar a perda da bolsa é importante.
O concentrado de hemácias deve aguardar um tempo de 30 minutos em temperatura ambiente para a coleta da amostra. O ideal é colocar a bolsa em uma bandeja limpa e evitar o contato com a bancada.
Deve-se atentar para coletar um volume adequado sem comprometer o volume da bolsa que ficará no estoque. A condição da bolsa também é muito importante. Não deve haver grumos, estar vazando ou conter coágulos.
Compatibilidade transfusional (fase pré-analítica do receptor)
Constitui-se de testes realizados no receptor para selecionar uma bolsa compatível com as características do sangue dele.
Nesta fase é feita a identificação da amostra, com todas as informações necessárias (nome do paciente, numero de registro, responsável pela coleta, dados do paciente em geral). O receptor recebe uma identificação, para evitar que a bolsa seja trocada no momento da transfusão.
O sangue deve ser colhido sempre nos tubos corretos, com volume suficiente, e a homogeneização do tubo de coleta é imprescindível, sendo importante utilizar a amostra sempre dentro do período de validade preconizado pela legislação.

Maria Angela Pignata, Hemocentro de Ribeirão Preto- USP
ottoboni@hemocentro.fmrp.usp.br

Jéssica M. Gomes é Gerente de Serviços a Clientes do Hospital Albert Einstein, em São Paulo

Seja qual for o ramo de atuação, o setor de atendimento é o cartão de visitas de uma empresa. E nos dias de hoje, atender o cliente com qualidade é muito mais do que tratá-lo bem, com cortesia. Significa acrescentar benefícios a produtos e serviços, objetivando superar as expectativas desse cliente.

É primordial estabelecer um canal de comunicação direto entre cliente e empresa, onde o primeiro é regularmente ouvido, com muita atenção, e suas críticas e sugestões transformadas em melhores produtos e serviços.
Segundo Jéssica M. Souza*, os profissionais de atendimento têm papel fundamental no reforço da imagem da empresa e na qualidade da informação transmitida. “Eles são responsáveis diretos pela fidelização dos clientes, e, em laboratórios clínicos, ainda têm uma tarefa adicional: orientar e transmitir segurança ao paciente em relação ao exame que será realizado. Para isso, precisam conhecer bem ou ter sempre à mão todos os procedimentos da análise em questão”, comenta.

Na palestra que apresentará no 2° Fórum de indicadores, organizado pela Controllab e SBPC/ML, em setembro, Jéssica abordará as principais ferramentas de gestão disponíveis para elevar a qualidade na prestação de serviço de atendimento, mostrando cases de sucesso da área de saúde. O Qualifique adianta algumas dessas ferramentas:

Capacitação de funcionários
Ter pessoas bem treinadas sempre será um diferencial do laboratório e uma excelente ferramenta de apoio. Focar as técnicas de relacionamento e de comunicação, além de treinamentos em atividades específicas do setor de saúde exercidas pelo funcionário.

Auditorias internas
Consiste em avaliar desde o tratamento dispensado ao cliente até a etiquetagem de laudos nos envelopes.
Monitorias
A monitoria, tanto no atendimento telefônico como pessoal ou por e-mail, é de suma importância, pois torna possível saber qual a imagem e as expectativas que os pacientes têm em relação ao laboratório.

Análises de queixas
Utilizar as reclamações dos pacientes para identificar oportunidades, atuando com visão de curto ou médio prazo. Isto eleva a percepção do cliente quanto à qualidade de serviço.

Motivação do pessoal
Realizar eventos para humanizar a relação empregador/empregado. Ex.: comemoração dos aniversariantes do mês, reuniões informais para colher dicas sobre como melhorar determinado processo etc. Isso motiva os funcionários e os inclui no processo decisório, fazendo-os sentir-se parte ativa e representativa da instituição.

Ações de reconhecimento
A partir da avaliação periódica, é importante selecionar os melhores desempenhos e realizar algum evento para reconhecimento desse trabalho. Ainda é uma prática pouco utilizada por empresas de saúde, principalmente na área de atendimento, mas os resultados são excelentes.

Indicadores
Atribuir indicadores de performance, como produtividade, tempo e qualidade do atendimento. A análise desses indicadores possibilita fazer uma projeção de tendências (epidemiológicas, de relacionamento, comportamento etc.), ajudando a atuar de forma preventiva e corretiva.

Análises de elogios
As avaliações positivas dos clientes também devem servir como um “termômetro” da empresa para promover ações de reconhecimento.

Adotar sempre o feedback
Normalmente, os funcionários só conhecem os resultados da empresa quando cometem erros, o que gera uma desmotivação muito grande. O correto é comunicá-los sempre, principalmente quando os resultados são excelentes, pois isto os motiva a falar e contribuir para que o sucesso seja constante.

Se você ouvir o biomédico Cláudio Nogueira contar que se atirou no mar para capturar um robusto peixe de 9kg, pode acreditar, que não é história de pescador. Praticante da pesca subaquática desde a adolescência, Cláudio talvez conheça melhor os corais de Cabo Frio do que as ruas e avenidas na superfície da cidade.

Atividade bastante difundida na Região dos Lagos, a pesca subaquática – também conhecida como caça submarina – é considerada uma modalidade esportiva, com disputas, inclusive, de campeonatos regionais e internacionais, como nos conta Cláudio: “Eu até já participei de uma dessas competições, a Copa Gandola, mas não cheguei a ganhar. Na verdade, eu pratico mesmo por prazer, tanto no mergulho em apnéia como no autônomo”.

Mas, afinal, qual é o destino dos peixes capturados? “O objetivo é mesmo o consumo. Até o que é pescado nos campeonatos acaba sendo oferecido para a comunidade”, diz Cláudio, esclarecendo, ainda, que o esporte combate a pesca predatória, ao contrário do que muita gente pensa. “Nós costumamos caçar apenas 3 ou 4 peixes. Já com o uso da rede, por exemplo, leva-se um cardume inteiro. E ainda há peixes, como o Mero, cuja caça é expressamente proibida, para afastar o risco de extinção”, lembra.

E para quem estiver interessado em se iniciar na prática, Cláudio dá algumas dicas fundamentais: “Antes de mais nada, é preciso saber nadar. É importante fazer o curso de mergulho autônomo e pesca submarina. Ao mergulhar, uma boa medida de segurança é estar acompanhado, e não se pode nunca descuidar do preparo físico, pois os riscos de cãibras e desmaios são constantes”, diz, com a experiência de quem, apesar de parecer ter nascido dentro d’água e já desbravado o fundo dos sete mares, ainda tem um sonho a realizar. “Pretendo conhecer Ilhabela e Fernando de Noronha. Aliás, este é o sonho de todos os pescadores e mergulhadores do país”, conclui.

Ao longo das 3 décadas de existência, completadas neste ano, a Controllab e seus assessores vêm desenvolvendo serviços com o propósito de oferecer aos clientes oportunidades de reciclar conhecimento e aprimorar as atividades laboratoriais.

Cursos, guias, livros, DVDs, traduções e ferramentas online de ensino são alguns dos recursos disponibilizados para os clientes, sempre tendo a educação como foco. Os novos questionários ilustrados e o curso prático de interpretação da RDC302/2005, recentemente lançados, estão entre os exemplos desta contribuição.

E a educação será o tema principal da Controllab nos próximos eventos dos segmentos clínico, veterinário e de hemoterapia, que trarão inúmeras novidades para os profissionais de laboratório.

Presentes e outras surpresas estão reservados para os visitantes e congressistas que estiverem com a Controllab nesses eventos, que também são excelentes ocasiões para reencontrar colegas de profissão, esclarecer dúvidas, sugerir inovações e, juntos, semear a qualidade.

Mas certamente, o maior proveito será a experiência compartilhada e o conhecimento adquirido. Por isso, aproveite estas oportunidades!

Excelência na fase pré-analítica

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PRM 0009

Certified Reference Material Producer

Accredited by Coordenação-Geral de Acreditação do Inmetro

Controllab has been accredited as a Certified Reference Material (CRM) Producer since 2016 by Cgcre, under number PMR 0009. The conformity assessment is carried out in accordance with the requirements established in ABNT NBR ISO 17034 and Inmetro standards, ensuring competence for the production of CRMs, as defined in the Scope of Accreditation.

This accreditation attests to Controllab’s technical competence in producing CRMs according to international requirements and enables it to be recognized in other countries, under mutual recognition agreements, thereby reducing technical barriers between Brazil and other countries across continents.

Materiais de Referência Certificados - PMR 0009 - ABNT NBR ISO 17034-Controllab
Cgcre is signatory to the Mutual Recognition Arrangements of the International Laboratory Accreditation Cooperation (ILAC) and Interamerican Accreditation Cooperation (IAAC).

CAL 0214

Calibration Laboratory

Accredited by Coordenação-Geral de Acreditação do Inmetro

In December 2002, the Calibration Laboratory was accredited by Cgcre. With this recognition, it became part of the Brazilian network of accredited laboratories, under number 214. Since then, it has been periodically evaluated for the maintenance and/or extension of its accreditation.

The Inmetro seal attests to Controllab’s technical competence, credibility, and operational capability for calibration services, in accordance with the requirements of ABNT NBR ISO/IEC 17025.

Calibração de Instrumentos - CAL 0214 - ABNT NBR ISO/IEC 17025 - Controllab
Cgcre is signatory to the Mutual Recognition Arrangements of the International Laboratory Accreditation Cooperation (ILAC) and Interamerican Accreditation Cooperation (IAAC).

PEP 0003

Proficiency Test Provider

Accredited by Coordenação-Geral de Acreditação do Inmetro

In September 2011, Controllab was accredited by Cgcre as a proficiency test provider, under nº PEP0003. Initially as part of a pilot project by Inmetro, this accreditation was based on ILAC G13: 2007 and included several clinical and hemotherapy tests. In the periodic evaluations of this accreditation, new segments and tests are included and the evaluation is now conducted according to ABNT NBR ISO/IEC 17043.

This accreditation attests to Controllab’s technical competence to develop and conduct proficiency tests in accordance with international requirements and enables it to be recognized in other countries, in accordance with mutual recognition agreements signed by Brazil in Mercosur, the Americas and Europe.

PEP 0003 - ABNT NBR ISO-IEC 17043 - Controllab

Cgcre is signatory to the Mutual Recognition Arrangements of the International Laboratory Accreditation Cooperation (ILAC) and Interamerican Accreditation Cooperation (IAAC).