Biossegurança em Tuberculose no Laboratório Clínico

Biossegurança em Tuberculose no Laboratório Clínico

Biossegurança em Tuberculose no Laboratório Clínico

A tuberculose infecção e a tuberculose doença representam, há alguns anos, um retrato fiel da saúde pública praticada nos países em desenvolvimento. No Brasil, a notificação de casos girou em torno de oscilantes 85-90mil casos anuais de 1980 a 2000 (dados do Ministério da Saúde), e nenhuma estratégia ou medida de impacto epidemiológico visando seu controle alterou seu perfil oficial nos últimos 23 anos.

A mortalidade hoje, principalmente associada à AIDS e à multirresistência bacteriana, silenciou oficialmente mais de seis mil brasileiros só em 1998(MS). Médicos, enfermeiros, assistentes sociais, farmacêuticos e técnicos de laboratório que estão à frente do diagnóstico e tratamento da tuberculose nas Unidades de Saúde engrossam estas estatísticas. Isto porque a transmissão se dá de forma lenta, silenciosa e invisível aos nossos olhos pelas pequenas gotículas (aerossóis) expelidas durante a fala, o espirro ou a tosse do paciente doente em ambientes pouco arejados, e também pelos aerossóis produzidos durante os procedimentos laboratoriais, como a baciloscopia e a cultura de materiais biológicos que contenham o bacilo. Todos somos suscetíveis diante de tais gotículas infectantes.

Segundo o sanitarista Wanir José Barroso, especialista em pneumologia sanitária e em epidemiologia e controle de endemias pela Fiocruz/RJ, investir em biossegurança nos laboratórios e unidades de saúde representa investir na proteção daqueles que estão na linha de frente do controle da tuberculose, em qualidade e na contenção de riscos. «O uso de proteção respiratória adequada e a adoção de medidas administrativas e de controle ambiental nas unidades de saúde e nos laboratórios podem minimizar o risco biológico e deixar o ambiente de trabalho com níveis aceitáveis de risco ocupacional e de biossegurança», declara.

A biossegurança e o controle da tuberculose

Qualifique: Quais as medidas de biossegurança que devem ser realizadas durante a coleta e o transporte de amostras?
Dr.Wanir: A biossegurança laboratorial na tuberculose inicia-se com a coleta da amostra, principalmente do escarro, seja no laboratório, ambiente hospitalar ou doméstico. Uma boa coleta orientada, com acondicionamento e transporte adequados, diminuem os riscos de acidentes, garantindo sucesso e velocidade no diagnóstico. O uso de aventais com mangas compridas, luvas descartáveis e proteção respiratória adequada (máscaras N95) durante o manuseio do pote com escarro protege o funcionário de um possível acidente, como uma queda do pote que, ao cair aberto no chão, certamente produzirá aerossóis. Considerar também que o paciente bacilífero pode ser o portador do material durante sua entrega no laboratório.

Como se faz o acondicionamento adequado do material colhido?
O pote com escarro deve ser transportado dentro de sacos plásticos individuais selados ou lacrados, que praticamente eliminam os riscos de contaminação e perdas de amostras em caso de acidente.

Quais os riscos de contaminação durante a realização da baciloscopia?
A contaminação durante a baciloscopia se dá pela produção de aerossóis por acidentes ou durante a realização de todos os procedimentos laboratoriais, que vão desde a abertura do pote com escarro até a fase de fixação da lâmina, quando os bacilos ainda se encontram viáveis. Deve-se evitar a realização da baciloscopia em salas com pouco ou sem arejamento, isto é, sem troca permanente de ar, pois os aerossóis produzidos ficam retidos no ambiente, favorecendo a contaminação de seus usuários. Nos demais ambientes, é possível a realização da baciloscopia com níveis aceitáveis de biossegurança, desde que haja uma cuidadosa avaliação do ambiente laboratorial (renovação de ar, recebimento de luz solar, fluxo do processo etc).

E durante a realização da cultura do bacilo da tuberculose, quais as principais medidas de biossegurança a serem observadas?
Num laboratório, a cultura do bacilo amplia muito a magnitude do risco biológico em função da produção elevada de células bacterianas no meio de cultura e de seu manuseio por longos períodos. Nos procedimentos laboratoriais de bacteriologia da tuberculose (cultura), o uso de Cabines de Segurança Biológica, assim como na baciloscopia, é requisito mínimo exigido para sua realização. O treinamento adequado e permanente de funcionários e a observância às normas de biossegurança, de primeiros socorros e à sinalização de riscos são importantes na contenção de acidentes. Portanto, o uso de EPIs tem importância fundamental na proteção individual complementar do indivíduo exposto ao risco por contaminação bacteriana, inclusive diante de Cabines de Segurança Biológica.

Como podemos monitorar a transmissão do bacilo em funcionários de unidades de saúde e de laboratórios?
Conhecer o padrão tuberculínico do funcionário na sua admissão e acompanhar sua provável viragem através de inquéritos epidemiológicos periódicos, ajudam a avaliar as condições de biossegurança laboratorial e hospitalar. Identificar as prováveis causas ou falhas na biossegurança é ainda mais importante. Tudo deve ser checado periodicamente: desde a qualidade e a manutenção dos equipamentos, o treinamento do funcionário para a função que desenvolve, o uso adequado e permanente dos EPIs até a interferência de causas externas. É também muito importante a atualização permanente de normas, principalmente as administrativas, e o registro de acidentes em livro próprio, pois este demonstrará não só o histórico ocupacional do funcionário para fins de prováveis intervenções clínicas, assim como demonstra elevado padrão de qualidade em biossegurança, lembrando que acidentes também acontecem com pessoas altamente treinadas e especializadas.

Dr. Wanir José Barroso
wbarroso@netyet.com.br

A decisão entre Lucro Real e Lucro Presumido mudou com a nova alíquota da COFINS. A partir de fevereiro de 2004, as empresas que optarem pelo Lucro Real terão um aumento de 153% na alíquota – quase o mesmo sofrido pelo PIS em dezembro de 2002.

Para manter o desembolso tributário do período anterior ao optar pelo Lucro Real, é necessário que cerca de 60% das despesas sejam voltadas para gastos com pessoas jurídicas da atividade-fim. Os 40% restantes devem ser voltados para folha de pagamento, demais tributos e despesas.

Por outro lado, se a margem de lucro for inferior a 32%, deve-se ter cautela antes de optar pelo lucro presumido, mesmo sabendo que ainda vigoram as antigas alíquotas de PIS e COFINS. Com essa opção, as despesas com Imposto de Renda e Contribuição Social podem ficar insuportáveis para a empresa.

José Miguel Rodrigues Silva
jmr@jmrconsultoria.com.br

O que a lei diz sobre o assunto

É altamente recomendável que toda empresa, independente de sua área de atuação, realize auditorias esporádicas para avaliar se está cumprindo corretamente o que determinam as legislações trabalhista e previdenciária.
Desde abril/99, com a nova redação dos art. 57 e 58 da Lei 8213/91, foi estabelecida contribuição relativa à aposentadoria especial na guia do INSS para as empresas com empregados expostos a microrganismos e parasitas infectocontagiosos vivos e suas toxinas.

As alíquotas foram estabelecidas de forma progressiva, e variam conforme a atividade exercida pelo segurado, concedendo o benefício após 15, 20 ou 25 anos de contribuição respectivamente, de acordo com as datas abaixo:
Deve-se tomar muito cuidado, pois há situações em que o empregado tem direito ao adicional de insalubridade, mas não terá direito à aposentadoria especial. Neste caso, a empresa está desobrigada de contribuir na guia do INSS para aposentadoria especial.

Para saber se o ambiente está sujeito a essas condições especiais ensejadoras da aposentadoria especial, um médico do trabalho ou engenheiro de segurança do trabalho deve fazer uma avaliação do ambiente e das atividades desenvolvidas pelos empregados.

O laboratório deve ficar atento à documentação elaborada pelos referidos profissionais, uma vez que acarretarão consequências jurídicas perante a fiscalização e o INSS.

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Colaboração: Marcia Biasoli e Luiz Carlos Mignot de Oliveira, advogados do escritório Charnaux & Mignot, que presta auditoria e assessoria jurídica a laboratórios farmacêuticos, de patologia clinica e rede de hospitais.
biasoli@charnaux-mignot.com.br

Ouvindo quem faz a diferença no nosso negócio

Para avaliar a qualidade dos serviços prestados aos clientes, a Controllab realizou uma pesquisa, em dezembro/2003, visando identificar suas expectativas e percepções. O modelo utilizado foi uma adaptação da escala SERVQUAL, ferramenta baseada no Modelo Conceitual da Qualidade de Serviços.

O índice de retorno (63% responderam ao questionário) demonstrou o alto nível de envolvimento e participação dos clientes, levando-se em conta a média normal esperada no mercado de até 30% apenas.
Clique aqui para visualizar a representação gráfica da classificação ponderada de cada característica do serviço pelos clientes. Na performance global, o nível de satisfação é de 86%, considerando como satisfatório (ideal + acima do ideal + muito acima do ideal).

Algumas características se destacaram por terem sido classificadas acima do ideal por cerca de 40% dos clientes:
– (45%) Contribuição do serviço para melhoria técnica do laboratório.
– (42%) Facilidade para contato por telefone, e-mail e fax.
– (40%) sistema online : facilidade de uso e entendimento.
– (40%) Experiência e competência técnica da Controllab.
– (40%) Site da Controllab: conteúdo, informação e apresentação.

Os cinco principais atributos em ordem de importância para os clientes foram:
1. Contribuição do serviço para melhoria técnica do laboratório
2. Apresentação e estabilidade dos itens de ensaio (produtos)
3. Adequação da embalagem para o transporte
4. Experiência e competência técnica da Controllab
5. Atualização e desenvolvimento de serviços e aplicações

Em pauta, o Plano de Ação

A intensa participação dos laboratórios na pesquisa, com 155 comentários/sugestões, associada ao feedback recebido dos clientes via Atendimento a Clientes, enriqueceu a Análise Crítica anual da Controllab e permitiu a definição de ações de melhoria para 2004 baseadas nas necessidades reais dos clientes. São elas:

Relatórios e Manuais (visando a facilidade de consulta e clareza dos documentos e dados): (1) Será disponibilizado um Relatório Gerencial no sistema online ; (2) conteúdo do sistema online e documentos serão revisados; e (3) o site contará com uma área de perguntas mais frequentes (FAQ).

Prazo de avaliação: No final de 2003, o prazo de liberação de avaliações passou para três semanas em diversos módulos, graças à redução do tempo de postagem e digitação com o uso do sistema online . Contudo, esta redução de tempo só é plenamente sentida para os usuários online.

Para reduzir este prazo para duas semanas em todos os módulos* : (1) buscaremos a adesão dos clientes para o sistema online (15% ainda usam o sistema manual); (2) reduziremos as concessões de aumento de prazo de resposta; e (3) otimizaremos atividades internas do processo de avaliação. As duas primeiras ações nos permitem reduzir o prazo em uma semana, dedicada a aguardar de 20 a 30% dos resultados.

* Exceção para lançamentos e situações especiais que requerem contatos com clientes durante o processo de avaliação.

Sistema online: De acordo com as possibilidade de melhoria identificadas pelos clientes: (1) o sistema de consulta de avaliações será alterado de módulo/rodada para mês/ano; (2) a consulta a materiais da rodada – checklist, questionários e dados da rodada – será customizada conforme o perfil do cliente; e (3) a declaração de participação mensal poderá ser impressa via sistema online.

Educação continuada: A seleção de imagens para 2004 foi feita visando sua maior qualidade. As respostas aos questionários estão sendo analisadas, estamos avaliando possibilidades de mudanças e ou adequações.

Ferramentas de Divulgação: Alguns clientes manifestaram interesse por novas formas de divulgação da sua participação no programa. Por este motivo, disponibilizamos, desde janeiro/2004, uma placa de participação contendo os anos em que o laboratório está inscrito, bem como um display de mesa para as áreas de recepção e coleta, constando a participação do laboratório no programa.

O que já foi feito:

A Controllab já disponibiliza para consulta, desde 1999, dois documentos que compõem a avaliação: Estatística entre Participantes e Comentários Técnicos. O primeiro apresenta um panorama geral dos resultados dos laboratórios junto a todos os gabaritos, incluindo questionário e imagens. O outro contém observações referentes aos resultados, como: possíveis causas, erros mais frequentes e resposta a comentários e dúvidas dos participantes.

Em 2003, foram adotadas algumas medidas visando à redução dos custos dos laboratórios com o controle de qualidade: reajuste inferior ao IGP-M (apenas 2/5 do repasse previsto); junção das remessas mensais, com redução dos custos de Sedex; e cobrança mensal única, dividindo os custos em parcelas mensais iguais. Continuaremos a estudar novas formas de otimizar custos.

Outras edições

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Edição 51
out/nov/dez 2015
ano XII

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PMR 0009

Productor de Material de Referencia Certificado

Controllab está acreditado como Productor de Material de Referencia Certificado (MRC) desde 2016 por la Coordinación General de Acreditación (CGCRE) de Inmetro, con el Nº PMR 0009. La evaluación de esta conformidad se realiza según los requisitos establecidos en las normas ABNT NBR ISO 17034 e Inmetro, garantizando así la competencia para la producción de los MRC, de acuerdo al Alcance de Acreditación. 

Esta acreditación atestigua la competencia técnica de Controllab en la producción de MRC, de acuerdo con los requisitos internacionales y permite que sea reconocida en otros países, de acuerdo con acuerdos de reconocimiento mutuo, estrechando las barreras técnicas entre Brasil y otros países del continente.

Cgcre es signatario de los Acuerdos de Reconocimiento Mutuo de la International Laboratory Accreditation Cooperation (ILAC) y Interamerican Accreditation Cooperation (IAAC).

CAL 0214

Acreditación Cgcre/Inmetro - Laboratorio de Calibración

En diciembre de 2002, el Laboratorio de Calibración fue acreditado por la Coordinación General de Acreditación (CGCRE) de Inmetro. Con este reconocimiento, se convirtió en parte integral de la red brasileña de laboratorios acreditados, bajo el nº214. Desde entonces, se evalúa periódicamente para el mantenimiento y/o extensión de la acreditación. 

Esta acreditación atestigua la competencia técnica, la credibilidad y la capacidad operativa de Controllab para los servicios de calibración, de acuerdo con los requisitos de la ABNT NBR ISO/IEC 17025.

Cgcre es signatario de los Acuerdos de Reconocimiento Mutuo de la International Laboratory Accreditation Cooperation (ILAC) y Interamerican Accreditation Cooperation (IAAC).

PEP 0003

Acreditación Cgcre/Inmetro - Proveedor de Ensayos de Aptitud

En septiembre de 2011, Controllab fue acreditada por la Coordinación General de Acreditación (CGCRE) de Inmetro como proveedor de ensayos de aptitud, con el nº PEP0003. Inicialmente como parte de un proyecto piloto de Inmetro, esta acreditación se basó en ILAC G13: 2007 e incluyó varios ensayos clínicos y de hemoterapia. En las evaluaciones periódicas de esta acreditación, se incluyen nuevos segmentos y ensayos y se comienza a realizar la evaluación según ABNT NBR ISO/IEC 17043.

Esta acreditación da fe de la competencia técnica de Controllab para desarrollar y realizar ensayos de aptitud de acuerdo con los requisitos internacionales y le permite ser reconocida en otros países, de acuerdo con los acuerdos de reconocimiento mutuo suscritos por Brasil en Mercosur, América y Europa.

Cgcre es signatario de los Acuerdos de Reconocimiento Mutuo de la International Laboratory Accreditation Cooperation (ILAC) y Interamerican Accreditation Cooperation (IAAC).